Choque e monitoramento

UTI

Leito UTI 04 · Cão · Hipovolêmico25 mm/s · T+ 00:00
*** LACTATO 5,4 · ** EtCO₂ BAIXO 27
FCbpm160/60
139
PAART mmHgVPP 15%
80/64(69)
PVCmmHg
0
SpO₂%IP 0,7
97FP 139
EtCO₂mmHg
27FR 32
T°C
38,0
Lactatommol/L
5,4
pH
7,38
K⁺mEq/L
4,3
ScvO₂%
59
Cenário Hipovolêmico hemorrágicot 0 minVelocidade 1,0×Em execução

Circuitos pulmonar e sistêmico, órgãos e controle neuro-humoral — todos os elementos respondem em tempo real aos fluidos, fármacos e adjuvantes.

ADAEVDVECADEIA SIMPÁTICARENINAECA → ANG IIADHN. XDUCTO TORÁCICOARTERÍOLA · 400×luz 30 µm · RVS 1,29CAPILAR · GLICOCÁLIXintegridade 85 %CONTROLE NEURO-HUMORALBarorreceptores50 %descarga ∝ estiramentoSimpático50 %eferente · α1/β1 endógenoSRAA · Ang II40 %renina → aldosteronaADH50 %liberação não osmóticaHEMODINÂMICAPAM69 mmHgPAS/PAD80/64DC73 mL/kg/minRVS1,29 × basalPVC0,0 mmHgDO₂14,3 mL/kg/minLactato5,4 mmol/LSaO₂/ScvO₂97/59 %T38,0 °CCOMPARTIMENTOS HÍDRICOS · % DO BASALIntracelular89 %Intersticial74 %Plasma49 %VOLEMIA · 49 % DO BASALbasalVenoso 70 %Arterial 16 %Pulmonar 10 %Capilar 4 %DÉBITO CARDÍACO · POR LEITO73mL/kg/minEncéfalo17 %▲Coronárias9 %▲Rins28 %▲Esplâncnico19 %▼Músculo13 %▼Pele4 %▼Outros12 %INTERVENÇÕES EM CURSOnenhuma — paciente na admissãoSATURAÇÃO DE O₂SaO₂ 97 %TEO₂ 39 %ScvO₂ 59 %COR DOS TECIDOS · PERFUSÃOisquemianormalhiperemiaEncéfaloperfusão 100 %Polígono arterialcarótida interna → WillisNeuro-hipófiseADH endógeno 50 %Seio caróticobarorreceptor · n. IXMucosasTPC 2,9 s · pálidasA. carótida comumtronco vagossimpáticoV. jugular externaPVC 0,0 mmHgCoraçãoFC 139 · VS 0,43×V. cefálicaacesso venoso periféricoV. cava caudalretorno venoso · 0,70×Músculo · a. femoralpele/músculo 50 %Fígado · v. portaesplâncnico 50 %Hemorragia ativa4,0 % volemia/hBaçocontração · autotransfusãoBexigaDU 1,6 mL/kg/hIntestino delgadomucosa 50 %Arco aórticobarorreceptores · n. XPulmõesSaO₂ 97 % · água 5 %Aorta abdominalcelíaca · mesentérica cr.10 cm1× · SISTEMA CIRCULATÓRIO · CÃO · CHOQUE HIPOVOLÊMICO

Reator

Cenário clínico e relógio

Fisiopatologia · Hipovolêmico hemorrágico

Perda aguda de ~ 50 % do volume circulante efetivo com hemorragia contínua: o retorno venoso e o volume sistólico caem (Frank–Starling); o barorreflexo eleva FC, RVS e tônus venoso (recrutamento do volume não estressado). A hemodiluição por cristaloides reduz Hb e CaO₂. Prioridades: hemostasia, reposição de volume (sangue quando a Hb limita a oferta de O₂) e reavaliação após cada bolus (SILVERSTEIN, 2023; PARDO et al., 2024).

Cão: taquicardia compensatória intensa, mucosas pálidas, TPC prolongado.

t = 0 min
1,0×

1 s real ≈ 1,0 min simulados.

Reator

Fluidoterapia

Ringer lactato / Plasma-Lyte / NaCl 0,9 % · infundir em 15–30 min, com reavaliação

Distribui-se no extracelular: cerca de ¾ deixam o vaso em 30–60 min (mais rápido com glicocálix lesado). Bolus por espécie com reavaliação após cada alíquota (PARDO et al., 2024).

15mL/kg

Cão: 10–20 mL/kg em 15–30 min (faixa tracejada) (PARDO et al., 2024).

Conduta didática — confirmar protocolo institucional e literatura atual antes de qualquer uso clínico.

Infundido

0,0mL/kg

0 mL

Diurese

1,6mL/kg/h

ref. 1–2 mL/kg/h

total 0,0 mL/kg

Balanço

+0,0mL/kg

+0,0 % do peso corporal

VPP

14,5%

Provável responsivo a volumevariação da pressão de pulso · > 13 % responsivo

Pré-carga efetiva (volemia relativa)52 % do basal
Fluido ainda intravascular (bolus em curso)redistribuído
Integridade do glicocálix85 %
Líquido intersticial excedente0 % do vol. sanguíneo
Água extravascular pulmonar5 %

A resposta a volume pressupõe VS sensível à pré-carga (ramo ascendente de Frank–Starling); VPP é confiável apenas sob ventilação controlada e ritmo sinusal. Pacientes críticos acumulam fluido por lesão do glicocálix, vasoplegia e hipoalbuminemia (ZERSEN, 2026; RIGOT et al., 2025).

Reator

Fármacos vasoativos — infusão contínua

0,00 µg/kg/min

1ª linha no choque vasodilatador · faixa típica 0,05–2 µg/kg/min · α1 +++ · β1 +

α1
β1
β2
D1
V1
0,00 µg/kg/min

1ª linha na anafilaxia · faixa típica 0,05–1 µg/kg/min · β1 +++ · β2 ++ · α1 ++ (dose alta)

α1
β1
β2
D1
V1
0,0 mU/kg/min

poupadora de catecolamina · faixa típica 0,5–5 mU/kg/min · V1 (independente de catecolaminas)

α1
β1
β2
D1
V1
0,0 µg/kg/min

efeito dose-dependente · faixa típica 1–3 D1 · 5–10 β1 · >10 α1 µg/kg/min · D1 → β1 → α1 conforme a dose

α1
β1
β2
D1
V1
0,0 µg/kg/min

inotrópico (falha de bomba) · faixa típica 2–15 µg/kg/min · β1 +++ · β2 + · α1 ±

α1
β1
β2
D1
V1
0,0 µg/kg/min

α1 pura · faixa típica 0,5–3 µg/kg/min · α1 puro

α1
β1
β2
D1
V1

Ocupação global de receptores

α1
vasoconstrição arteriolar e venosa
0 %
β1
inotropismo e cronotropismo
0 %
β2
vasodilatação, broncodilatação
0 %
D1
vasodilatação renal/esplâncnica
0 %
V1
vasoconstrição não adrenérgica
0 %

RVS relativa

1,29× pós-carga

Tônus venoso

1,08× volume estressado

Contratilidade

1,00× inotropismo

Débito cardíaco

73 mL/kg/min

Noradrenalina é o vasopressor de primeira linha no choque vasodilatador após a otimização da volemia (LYONS; HESS; SILVERSTEIN, 2025).

Fenilefrina × noradrenalina: ambas elevam a PAM, mas a fenilefrina (α1 pura) o faz à custa do débito cardíaco, enquanto a noradrenalina (α1 + β1) o preserva (CANNAROZZO; ARAOS; MARTIN-FLORES, 2023).

Dobutamina, noradrenalina e vasopressina têm perfis hemodinâmicos distintos na hipotensão canina: inotropismo × vasoconstrição adrenérgica × não adrenérgica (HENAO-GUERRERO, 2023).

Adrenalina é a primeira linha na anafilaxia; o atraso associa-se a pior evolução (KADOWAKI et al., 2026).

Acesso: o extravasamento de noradrenalina causa necrose tecidual — preferir cateter venoso central e vigiar o sítio periférico (VASQUEZ et al., 2025).

Conduta didática — confirmar protocolo institucional e literatura atual antes de qualquer uso clínico. Doses em µg/kg/min (vasopressina em mU/kg/min), tituladas pela PAM e pela perfusão.

Perfusão regional

Perfusão de órgãos

Cérebro100 %
autorregulação acima de PAM 60 · SaO₂
Coração100 %
perfusão coronariana (PAD − PVC) · SaO₂
Pulmão95 %
1 − água extravascular pulmonar
Rim97 %
pressão de perfusão renal (PAM − PVC)
Esplâncnico52 %
PAM × DC; ↓ com α1/V1 intensos
Pele e periferia48 %
DC; ↓ por vasoconstrição e barorreflexo

Barorreflexo 52 % · TPC 2,9 s. A vasoconstrição simpática sacrifica pele e território esplâncnico para preservar cérebro e coração.

Reator

Oxigenoterapia e adjuvantes

21 %

O O₂ eleva PaO₂ e SaO₂ quando há shunt parcial ou hipoventilação; se a SaO₂ já é ≈ 100 %, o ganho em CaO₂ é mínimo (O₂ dissolvido = 0,003 × PaO₂).

PaO₂

95mmHg

SpO₂

97%

PaO₂/FiO₂

452mmHg

troca adequada

Gradiente A–a

11mmHg

PAO₂ alveolar 106 mmHg

Conduta didática — confirmar protocolo institucional e literatura atual antes de qualquer uso clínico. Hidrocortisona apenas no choque séptico refratário a vasopressores (suspeita de CIRCI, tema controverso).

Sem indicação neste cenário — efeito fisiológico limitado. Indicada em: hipoxemia refratária ao O₂ (PaO₂/FiO₂ < 200), fadiga respiratória

Indicado agora: choque hemorrágico

Sem indicação neste cenário — efeito fisiológico limitado. Indicada em: sepse — o quanto antes

Sem indicação neste cenário — efeito fisiológico limitado. Indicada em: sepse com foco drenável

Sem indicação neste cenário — efeito fisiológico limitado. Indicada em: choque séptico refratário (CIRCI) (SUMMERS et al., 2021; CREEDON, 2015)

Sem indicação neste cenário — efeito fisiológico limitado. Indicada em: ICC / edema pulmonar (KEENE et al., 2019)

Sem indicação neste cenário — efeito fisiológico limitado. Indicada em: ICC / falha sistólica (KEENE et al., 2019)

Sem indicação neste cenário — efeito fisiológico limitado. Indicada em: tamponamento cardíaco

Sem indicação neste cenário — efeito fisiológico limitado. Indicada em: hipotermia (tríade felina) (BRADY et al., 2000)

Painel de risco séptico e de choque · Cão

Crítico · risco 100 %

SIRS 3/4Shock index 1,74

PAM

69 mmHg

FC

139 bpm

Lactato

5,4 mmol/L

Temperatura

38,0 °C

Shock index

1,74

TPC

2,9 s

SpO₂

97 %

ScvO₂

59 %

Débito urinário

1,6 mL/kg/h

Critérios de SIRS — caninos (HAUPTMAN; WALSHAW; OLIVIER, 1997)

  • Temperatura< 38,1 ou > 39,2 °C38,0 °C
  • Frequência cardíaca> 120 bpm139 bpm
  • Frequência respiratória> 20 mpm32 mpm
  • Leucócitos< 6,0 ou > 16,0 ×10³/µL14,7 ×10³/µL

≥ 2 critérios + suspeita de infecção sustentam o diagnóstico de sepse.

Índice de choque (PORTER et al., 2013)

FC / PAS = 139 / 80 = 1,74

Valores acima de ~1 identificam cães em choque na admissão.

Metas

Metas de ressuscitação

3/6
  • PAM ≥ 65 mmHg · 69 mmHg

    perfusão cerebral, coronariana e renal (autorregulação)

  • Depuração do lactato ≥ 10 % · 0 %

    marcador de hipoperfusão tipo A (GILLESPIE; ROSENSTEIN; HUGHES, 2017)

  • Débito urinário ≥ 1 mL/kg/h · 1,6 mL/kg/h

    reflete a pressão de perfusão renal (PAM − PVC)

  • ScvO₂ ≥ 70 % · 59 %

    equilíbrio entre oferta e consumo de O₂

  • SpO₂ ≥ 95 % · 97 %

    oxigenação arterial

  • TPC < 2 s · 2,9 s

    perfusão periférica à beira do leito

Reavaliar após cada bolus e titular vasoativos às metas; a normalização isolada da PAM não garante perfusão tecidual (PARDO et al., 2024; GILLESPIE; ROSENSTEIN; HUGHES, 2017).

Laboratório à beira do leito

Gasometria e transporte de oxigênio

Oxigenação arterial

PaO₂

95mmHg

ref. 80–110 (ar ambiente)

PaO₂/FiO₂

452mmHg

ref. > 400

SaO₂

97,2%

ref. 95–100

Hb

14,8g/dL

ref. 12–18

CaO₂

19,6mL/dL

ref. 17–23

Transporte e consumo de O₂

DO₂

14,3mL/kg/min

ref. 18–34

VO₂

5,6mL/kg/min

ref. 4–8

TEO₂

39%

ref. 20–30

ScvO₂

59%

ref. 70–85

DC

73mL/kg/min

61 % do basal

Equilíbrio ácido–base

pH

7,38

ref. 7,35–7,45

PaCO₂

35mmHg

ref. 32–44

HCO₃⁻

20,1mmol/L

ref. 20–26

BE

-3,9mmol/L

ref. -4 a +4

Lactato

5,4mmol/L

ref. < 2,5

EtCO₂

27mmHg

ref. 35–45

PaCO₂ − EtCO₂ = 8

Metabólico e oncótico

K⁺

4,3mmol/L

ref. 3,5–5,5

Glicose

100mg/dL

ref. 70–140

Albumina

3,2g/dL

ref. 2,6–4,0

Temp.

38,0°C

ref. 37,5–39,2

Interpretação

  • • Hiperlactatemia 5,4 mmol/L com TEO₂ 39 % e ScvO₂ 59 %: hipoperfusão (tipo A) — oferta de O₂ próxima ou abaixo do crítico; otimizar DC, Hb e SaO₂.

CaO₂ = 1,34 · Hb · SaO₂ + 0,003 · PaO₂ · DO₂ = DC · CaO₂ · TEO₂ = VO₂/DO₂ · ScvO₂ ≈ SaO₂ · (1 − TEO₂). Faixas de referência didáticas por espécie (SILVERSTEIN, 2023).

Tendências

Gráficos de tendência

Aguardando amostras — o motor registra um ponto a cada 0,5 min simulado.

Linhas verticais numeradas = intervenções (ver linha do tempo). Eixo horizontal em minutos simulados; janela das últimas 2 h.

Registro

Linha do tempo de intervenções

Nenhuma intervenção registrada — as ações aparecem aqui e como marcadores numerados nos gráficos.

Fontes

Referências do módulo

Modelo fisiológico didático e normalizado — não utilizar para decisão clínica. Toda orientação posológica é conduta didática e deve ser confirmada em protocolo institucional.